segunda-feira, 26 de maio de 2014

creio no invisível, muito mais do que no visível
pois está livre das ilusões e partidas da visão
que molda o que vê segundo o que conhece
assim, o que vejo não me é mostrado como é de facto,
mas sim como eu sou, moldado a partir do que já conhecia
concluo então que o que vejo não é uma imagem pura do ser ou do objecto
mas uma imagem turva, percepcionada por pre conceitos,
corrompida pelo conhecimento, razão e lógica.
mas o que é invisível, sinto, sempre como novidade
com sentidos virgens e puros, aproximando-me do espírito em vez da forma.

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