de olhos fechados
inspiro fundo
a brisa salgada
que o vento me faz
chegar,
com os pés na areia,
sinto-me em casa
nesta praia que já foi
tantas vezes
abrigo
refúgio de medos e
insónias
local de sonhos e
memórias..
longas conversas
ao luar
a ouvir o mar
mar mar mar
um cigarro aceso
na mão
uma garrafa de vinho
quase vazia
no chão.
eu e tu amor
deitados sobre a
areia
envoltos numa teia
de pensamentos e
alucinações
a tentar descortinar
mistérios e confusões
da existência
outros que não os da ciência
mas da alma..
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