domingo, 4 de maio de 2014

em segredo
parti sem medo
abracei o incerto
e fui
a cada passo que dei 
encontrei
o que há muito
tinha perdido
em mim
mas estava vivo
renasci
em cada gesto
de ternura
esqueci a amargura
no teu olhar 
uma alma
que espelhava 
a minha,
ingénua
e pura
era esta
a cura
que procurava
em noites que
dediquei ao luar
a sonhar e
a criar
no deleite de
doces
palavras
das quais
fiz a minha
casa
hoje
abrigo os dias
no peito onde jaz
coração inconsciente
que se rebela
em harmonia
com a mente
arde!
cede aos sentidos
que julgava
perdidos
e a alma em
êxtase
vive
(...)

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