Espero por ti nos recantos do meu peito
Trago nas mãos as memórias dos
dias em que te podia ver
sem ter de fechar os olhos e desenhar-te com as linhas do tempo
Vives do outro lado da vida
E as nossas estradas não se cruzam
Sem que um de nós ceda
À saudade
À verdade nua e crua
De sentimentos desfeitos
Rasgados da pele com um punhal de mágoa e tristeza
Embrulhados na subtileza
Do esquecimento adormecido
O teu rosto paira à frente dos meus olhos
Fruto de uma inconsciente necessidade
de saber de ti
Talvez por ser o mesmo sangue que nos corre as veias
que nos envolve em teias
de inquietação
Ao olhar-te as rugas cansadas que imagino cravarem a tua pele
Sou a criança que corre a teu lado
De olhos brilhantes a ouvir-te falar
Do mundo
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