vi a noite criar o dia
entregar-lhe nas mãos a melancolia
da memória imaginada
não vivida
desenhada com as cores de quem não vê
esperei que a luz me devolvesse
a tranquilidade de um ser inquieto
que desperto
respira ofegante
agarrado ao perigo constante
da insónia da alma
quero mover-me sem o medo de mim
fazer do receio um fogo que arde
E me aquece
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