segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Sentimentos tão crus, como a dor e o sofrimento, desconhecem nacionalidades, nao vêem cor de pele, não distinguem religiões. Um ser humano que morre às mãos de outro, é sempre um ser humano que morre às mãos de outro, aqui ou do outro lado do mundo. Uma mãe que perde um filho na Síria, sente o mesmo que uma mãe que perde um filho em França, em África, em Portugal. A dor é igual. E nenhuma vida vale mais do que outra. Os valores da solidariedade, da compaixão, do amor ao próximo, do respeito e dignidade para com quem nos rodeia, não podem ser usados com a arbitariedade e discricionariedade de os aplicarmos só quando nos convém, ou a quem nos convém. E os actos cometidos por determinados indivíduos, em nada espelham os valores distorcidos e preversos de um povo inteiro, de uma nacionalidade, ou de uma religião, mas tão somente os desses mesmos indivíduos. Actos de violência e de crueldade, só podem ser combatidos com o reverso, bondade, respeito e amor. E é isso que devemos espalhar. Não a cultura do medo, não o incentivo ao ódio, à vingança, à guerra. Que nos indignemos sim, que nos revoltemos, que procuremos desmontar este jogo de interesses, mas que o façamos sem ceder ao facilitismo das ideias bárbaras e baratas que nos tentam vender e impingir como verdades universais. Saibamos melhor. Ser melhor. Fazer melhor. Não abdiquemos da nossa humanidade.

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