segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

abro mão do que outrora era tudo
abro mão de tudo 
só para descobrir que o tudo sou eu
não posso procurar noutras mãos que não as minhas
a minha essência
dentro da aparência
a luz vibrante
encadeante
que sou
depois da tempestade 
a maré acalmou
e dentro do barco 
está a quimera que procurei
a montanha que escalei trouxe-me 
a mim
não importa quantos metros escale
ou milhas percorra no mar
vou sempre de encontro 
ao que tento escapar
eu
e tão bom que é sempre correr para os braços
abertos 
meus



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