arde o fogo na lareira
que nos aquece a alma
e as mãos que se movem com calma
deslizam-te pela pele nua
as pontas dos dedos não findam onde tu começas
prolongam-se e misturam-se
como uma escultura sem fim
onde o corpo não se distingue do mármore
a tua voz doce ao meu ouvido
o teu coração a bater colado ao meu
a mente desliza para longe
onde o tempo não passa
Sem comentários:
Enviar um comentário