segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

arde o cigarro
nos lábios do pensador
fuma a vida entre os dedos
desfaz os medos
como nuvens no ar
inspira a quimera
que sonhou
expira
contempla os gestos que desenhou
na madrugada onde a amou
o seu rosto entre o fumo e a
verdade
arde
o cigarro nos lábios
desejo de luz
e o calor que produz
corrompidos os sentidos
impuros
a alma limpa
flui o coração
flui a mente em ebolição
flui a inspiração
como água que lhe mata a sede milenar
vê-a chegar
uma onda de calor
precorre o corpo até aos cabelos
arrepios na pele pontilhada
a cinza cai
o cigarro apaga

Sem comentários:

Enviar um comentário