a noite chega para me agravar
os medos
desvenda-me os segredos
incendeia-me a alma
que arde como mato bravo
sem descanso
respiro fundo mas o ar torna-se escasso
a luz no fundo do túnel é o braço
que me aconchega o peito
e me respira a pele suada
o abrigo da realidade
ou da minha insanidade
ódio pelos pensamentos que vejo nascer em mim
numa correria sem fim
espelham a negro imagens
que me atormentam
da vulnerabilidade se alimentam
roubam-me os dias pelas noites não dormidas
pelas horas perdidas
a tentar não sentir a dor
sou o meu maior inimigo
o chão da alma onde me abrigo
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