segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

abro a janela
o mundo entra por ela adentro
avassaldor
como uma brisa matinal
arrepia-me a pele
respiro fundo
deixo que este ar novo e puro
me preencha os pulmões
me renove
um novo dia nasce
e brinda quem abre a janela
com uma mão cheia de novas possiblidades
o ar frio beija-me o corpo
instala o caos nos papéis que agora voam
pela casa
estendo os braços ao amanhecer
beijo a vida
que me brinda
sei que estou viva
e não a quero perder

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