abro as portas do meu coração
num profundo respirar
deixo que uma nova força se instale no meu peito
sinto a vida a pulsar dentro de mim
e uma garra desmedida
na vontade de viver
aprender
crescer
absorver
as paredes que julgava erguidas de forma tão clara
afastam-se com o meu avançar
são produtos da mente doente
construídas com o lápis do medo
não são reais
não tão reais como o machado da liberdade
do que me liberto?
de mim
dos receios
e cenários improváveis
abraço o mato que desbravo
com coragem
sinto-me amada
protegida
pelo sol dos audazes
na mão levo o pincel
da realidade que escolho pintar
e conforme avanço vejo-a a materializar-se
à minha frente
como pude duvidar?
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