quarta-feira, 8 de agosto de 2018

abriga-me no teu peito
deixa-me repousar no teu leito
sou uma deusa guerreira
invencível
mestre do imprevisível
em constante mutação
pessoal
passeio o peso do mundo nos ombros
como se não fosse nada
levo numa mão uma flor
e na outra empunho uma espada
desbravo caminhos selvagens
deleito-me com as paisagens
quebro correntes
e com pontes junto margens
luto contra os corações feridos
espalho amor com a varinha
sopro sonhos cor-de-rosa
e resolvo conflitos em prosa
mas de todas as voltas que dou ao mundo
encontro no deleite do teu corpo adormecido
a minha casa e abrigo
regresso e estás tu deitado nos lençóis de linho
os cabelos em desalinho
e a respiração melódica e tranquila
eu encaixo-me nos braços do sonho
e colo-me a ti de fininho
acordas devagarinho
e perguntas-me onde estive
digo-te que fui salvar o mundo
de todos os egos bandidos
sorris de orelha a orelha e suspiras
no sossego de quem acha que brinco


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